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Crítica: Toy Story 3

Estados Unidos, 103 minutos, 2010
Direção: Lee Unkrich
Elenco:Tom Hanks, Tim Allen, Joan Cusack, Don Rickles, Wallace Shawn, Estelle Harris, John Ratzenberger, Ned Beatty, Michael Keaton, Kristen Schaal, Blake Clark, John Morris, Laurie Metcalf, Jodi Benson, Timothy Dalton, Jeff Garlin, Whoopi Goldberg, Bonnie Hunt, R. Lee Ermey
Gênero:Animação/Drama/Comédia

E assim o ciclo da vida prossegue…
Toy Story 3, dirigido por Lee Unkrich, indicado a cinco Oscars, incluindo o de Melhor Filme, traz o fim da jornada de Woody e seus amigos.
A história da franquia é memorável. O primeiro filme de 1995 traz uma inovação, sendo uma animação pioneira no uso da computação gráfica. Toy Story 2 (1999) foi a primeira continuação produzida pela Pixar.
E chega Toy Story 3. O curta-metragem inicial Day and Night traz uma empolgação nunca vista. Estremeci na poltrona ao ver esta, que é o MELHOR CURTA ANIMADO DE TODOS OS TEMPOS. Uma obra-prima irretocável da Pixar.
Minha expectativa cresce.
O filme que me “perseguiu” durante a infância começava a me intrigar. Vi o primeiro aos dois anos (Quando este foi lançado, eu nem era nascido). Vi o segundo filme no dia do meu aniversário, já que este estreou na véspera.
Enxergava Andy (John Morris nos 3 filmes) como eu mesmo.  Amava meus brinquedos, eram meus melhores amigos. Até que, em Toy Story 2, lembro perfeitamente das palavras do Mineiro (Kelssey Grammer), o vilão do segundo filme dizendo: “Não adianta Woody, o Andy vai crescer, você não pode impedir”. O caubói responde: “Sim, ele vai crescer, mas eu não vou deixar de ver isso nunca!” Aquelas frases circundearam minha cabeça. “Será que meus brinquedos vão estar lá pra me ver?” ou “Será que eu ainda vou gostar deles?”
E aí vem a história de Toy Story 3. Andy (John Morris), cresceu e esta prestes a ir para a faculdade, mas esta indeciso, pois não sabe o que fazer com os seus antigos brinquedos. A insegurança toma conta de Woody (Tom Hanks), Buzz (Tim Allen), Jessie (Joan Cusack), e de sua turma.

Por uma coincidência do destino, vão parar na creche Sunnyside, onde são recepcionados por um velho ursinho cor-de-rosa, com cheiro de morango silvestre, e intenções duvidosas, chamado Lotso (Ned Beatty).
O filme tem um bom-humor fantástico, recheado de piadas que divertem crianças e adultos.

O 3D é incrível. Nas cenas, como a da visão geral da creche a qualidade de profundidade é perfeita. O filme é lindo aos olhos.

Mas, o que realmente chama a atenção em Toy Story 3 é o drama. Os personagens animados conseguem ser milhões de vezes mais humanos que seres humanos reais. Existem situações no filme que te colocam no lugar do personagem. Cenas do filme que o choro é inevitável.  Existe até uma piadinha que diz que a melhor coisa que a Pixar fez foi colocar o 3D, desta forma os óculos impedem que os outros vejam que você esta chorando.
Voltando a minha relação com meus brinquedos, eu, assim como Andy, tinha perdido o interesse por eles.
Durante a sessão ri, chorei como uma menininha, torci no clímax, e vibrei com o final. Aplaudi de pé no final da sessão. Pais envergonhados ao meu lado estavam deixando a pipoca ensopada de tantas lágrimas.
Saí correndo, cheguei em casa, abri minha caixa de brinquedos e, ao meio das lágrimas, comecei a revê-los.
Obra Prima!

 

 

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Crítica: O Vencedor



Estados Unidos, 115 Minutos, 2010

Direção:David o’ Russel

Elenco:Mark Whalberg, Christian Bale, Amy Adams, Melissa Leo, Jack McGee, Mickey O’Keefe

Roteiro:Scott Silver, Paul Tamasy, Eric Johnson, Keith Dorrington

Gênero:Drama

“I started a joke
Which started the whole world crying
But I didn’t see
That the joke was on me”

Os filmes de boxe são todos os mesmos, sempre meio estereotipados, certo?
Errado!

O Vencedor, dirigido por David o’ Russel, indicado a sete oscars, leva o expectador a outra dimensão do boxe – uma dimensão mais dramática e séria.

A história se passa em Lowell, pequena e modesta cidade vizinha de Massachusetts, composta por trabalhadores industriais, e conhecida por seu “Orgulho”,  Dicky (Christian Bale), um lutador de boxe decadente, conhecido por derrubar Sugar Ray Leonard em 1978. Ainda nos anos 90, vive pela fama do feito. Esta cada vez mais se afundando no mundo das drogas, mas mesmo assim não consegue, ou melhor, não quer abrir os olhos.

Enquanto isso, seu irmão – o verdadeiro protagonista, em um filme de coadjuvantes excelentes – Micky (Mark Whalberg) esta tentando a vida no mesmo ramo pugilista que consagrou seu irmão. Tem acumulado quatro derrotas consecutivas em seus ombros. Para piorar, sua mãe e empresária, Alice (Melissa Leo) pressiona o filho a fazer tudo em família, e usa Dicky como seu treinador, ignorando o vício dele em crack.

E aí começam os problemas. Dicky não leva os treinos a sério e tem uma equipe da HBO atrás de si para fazer um documentário suspeito, Alice arranja uma briga com Charlene (Amy Adams), a nova namorada de Micky, e Micky continua sua jornada, que não parece levar a lugar algum.

“I Started a Joke” do Bee Gees, cantada por Dicky e em seguda acompanhado por Alice, define o contexto do filme: “Eu fiz uma piada e todo mundo começou a chorar”
O Vencedor, na verdade é isso. O problema de Dicky não é a vida que ele vive, mas sim a vida que ele pensa viver.
O filme alterna constantemente de gênero: de início comédia, depois vai a um tom mais dramático, e se encerra como um filme de superação. O filme usa, de certa forma, o boxe como base, para mostrar um enredo maior, que engloba muito além, mas mesmo assim não deixa de ser um filme de boxe PERFEITO!
O filme que parece mostrar muitos clichês e estereótipos, na verdade mostra a verdade por trás deles. O campeão decadente, a mãe superprotetora, o lutador que não consegue se ascender, todos são na verdade um retrato da vida real. Aí se encontra a grande inteligência de O Vencedor.
Um filme genial, coadjuvantes apaixonantes,  uma excelente história de boxe (um dos meus 5 prediletos).

 

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