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Crítica: O Vencedor



Estados Unidos, 115 Minutos, 2010

Direção:David o’ Russel

Elenco:Mark Whalberg, Christian Bale, Amy Adams, Melissa Leo, Jack McGee, Mickey O’Keefe

Roteiro:Scott Silver, Paul Tamasy, Eric Johnson, Keith Dorrington

Gênero:Drama

“I started a joke
Which started the whole world crying
But I didn’t see
That the joke was on me”

Os filmes de boxe são todos os mesmos, sempre meio estereotipados, certo?
Errado!

O Vencedor, dirigido por David o’ Russel, indicado a sete oscars, leva o expectador a outra dimensão do boxe – uma dimensão mais dramática e séria.

A história se passa em Lowell, pequena e modesta cidade vizinha de Massachusetts, composta por trabalhadores industriais, e conhecida por seu “Orgulho”,  Dicky (Christian Bale), um lutador de boxe decadente, conhecido por derrubar Sugar Ray Leonard em 1978. Ainda nos anos 90, vive pela fama do feito. Esta cada vez mais se afundando no mundo das drogas, mas mesmo assim não consegue, ou melhor, não quer abrir os olhos.

Enquanto isso, seu irmão – o verdadeiro protagonista, em um filme de coadjuvantes excelentes – Micky (Mark Whalberg) esta tentando a vida no mesmo ramo pugilista que consagrou seu irmão. Tem acumulado quatro derrotas consecutivas em seus ombros. Para piorar, sua mãe e empresária, Alice (Melissa Leo) pressiona o filho a fazer tudo em família, e usa Dicky como seu treinador, ignorando o vício dele em crack.

E aí começam os problemas. Dicky não leva os treinos a sério e tem uma equipe da HBO atrás de si para fazer um documentário suspeito, Alice arranja uma briga com Charlene (Amy Adams), a nova namorada de Micky, e Micky continua sua jornada, que não parece levar a lugar algum.

“I Started a Joke” do Bee Gees, cantada por Dicky e em seguda acompanhado por Alice, define o contexto do filme: “Eu fiz uma piada e todo mundo começou a chorar”
O Vencedor, na verdade é isso. O problema de Dicky não é a vida que ele vive, mas sim a vida que ele pensa viver.
O filme alterna constantemente de gênero: de início comédia, depois vai a um tom mais dramático, e se encerra como um filme de superação. O filme usa, de certa forma, o boxe como base, para mostrar um enredo maior, que engloba muito além, mas mesmo assim não deixa de ser um filme de boxe PERFEITO!
O filme que parece mostrar muitos clichês e estereótipos, na verdade mostra a verdade por trás deles. O campeão decadente, a mãe superprotetora, o lutador que não consegue se ascender, todos são na verdade um retrato da vida real. Aí se encontra a grande inteligência de O Vencedor.
Um filme genial, coadjuvantes apaixonantes,  uma excelente história de boxe (um dos meus 5 prediletos).

 

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